sábado, 15 de junho de 2013

Ter fé e ver coragem no amor.

E Los Hermanos já citava: "Você me falou pr'eu não me preocupar, ter fé e ver coragem no amor". E foi assim, exatamente assim você me falou que cuidava de mim, e que zelaria pelo nosso amor; então mergulhei de cabeça. Percebi que sou amor, que o amor me atraí e me traí que eu mesmo querendo desacreditar n'ele, não consigo, acredito inteiramente e piamente no amor. Acredito principalmente no meu amor.
Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade de recever todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros... Quero parar de me doar e começar a receber
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Hoje é sábado, ainda de manhã, hoje seria um sábado normal, como o da semana passada, onde eu te mandaria uma mensagem de "Bom dia amor", e algumas horas depois abriria o portão pra você. Hoje seria mais um sábado em que eu pegaria o colchão e colocaria na sala pra gente assistir um daqueles meus filmes de terror ou que no final a gente acabava odiando e depois dormiamos abraçados. Amanhã seria domingo, um daqueles domingo em que você faria eu assistir futebol com você mesmo não entendo nada. Mas sabe, hoje, sábado, nesse friozinho, eu estou deitada na cama, sem coragem nenhuma de encarar o mundo da porta pra fora do quarto, estou com as tuas blusas, e assistindo o dvd que você me deu do 5 a seco, já chorei, já enxuguei as lágrimas, já peguei o celular e olhei nossas fotos e vídeos, já ouvi tua voz pra matar a saudade.
Sabe, acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências... eu vou gostando, vou cuidando, vou desculpando, vou superando, vou compreendendo, vou relevando, eu vou... e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos, e vou... dando muito de mim e aceitando o pouquinho que os outros tem pra me dar.
Será que adianta dizer que eu sou melhor? Que com isso eu mudei? Será que se eu te dizer olhando pra você o quanto eu te gosto, isso passa? Dessa vez sem medos, sem insegurança. Eu quero nossas risadas juntos, nossas brincadeiras, nossa graça, nossos carinhso, nossas briguinhas bobas que só serviram pra mostrar que eu não aguento ficar nem 5 minutos sem te olhar, sem querer que você termine toda a discussão vindo me abraçar.Você me conhece como a palma da sua mão, sabe todos os meus medos, minhas crises, meus ataques, conhece todas as minhas dores, minha tristezas, conhece todas as minhas risadas, me conhece feliz, mas me conhece triste, me conhece irritada, me conhece brava, e me conhece na tpm. Conhece e sabe como ninguém como o amor de 21 de novembro de 2009 é forte, aliás você estava lá, era você, mesmo que nós não sejamos mais os mesmo, vivemos muita coisa, juntos, separados, o amor de 2009 voltou, pelo menos pra mim, voltou. E sinceramente, eu não quero deixar ele ir embora de novo.
Você me bagunça e tumultua tudo em mim, ainda joga baixo, eu acho, nem sei, só sei que foi assim. Assimila, dissimula, afronta, apronta, diz: "carrega-me nos abraços", lápida minha pedra bruta, insulta-me os textos, os traços. Desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você, me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia, outro "porquê". Parece que o coração carece e diz: "para!" Silência. Se embrulha e se embaralha, reconsiderar o ar, o andar, nossa absolvição, a escuta e a fala Nos amorizar o dia, a pia, o corredor, a calçado, o passeio e a sala. Se perder sem se podar e se importar comigo. Aprender você, sem te prender comigo
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*Obrigado Los Hermanos *Obrigado CFA *Obrigado O Teatro Mágico

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Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver. — Clarice Lispector