- Recomendo que antes de começar a ler você coloque "Chuva de Novembro - Projota".Eu, você e a tal das 600 ou 6.000 pessoas. No fundo eu tinha a absoluta certeza que te veria por ali, mas não queria, ou talvez queria tanto que chegava a deixar de querer. Na segunda até um "oi" meio sem jeito, meio grosso, meio sem ser 'nós'. Já ontem (quinta-feira, 2ª Ato), eu sabia que você estaria lá, cheguei e vi a grande multidão, nunca iria te achar ali, mas de repente, alguma coisa sempre me faz com que eu procure você, seja em protesto, shopping, centro, qualquer lugar dessa cidade me dá a esperança de que eu te encontre e seja igual aqueles filmes americanos, pois bem, te vi, ali, bem longe, de máscara, acho que você não me viu, aliás se viu, não daria pra saber, continuei ajudando as pessoas a se pintarem, a terminarem os cartazes, e finalmente começa o "protesto", a gente tinha que sair dali do centro da praça, e fomos, e eu passei do seu lado, com uma vontade do tamanho do mundo de parar ali e seguir do teu lado - tem como protestar contra o meu amor por você? -. A gente passou e seguiu pelas avenidas, eu tinha a certeza que ia ser a última vez no dia que eu iria te ver, afinal eram 6.000 pessoas, fechamos alguns cruzamentos, e o protesto não foi lá aquelas coisas, fomos indo, estavamos bem longe, até que sei lá como em algum momento eu e você ficamos lado a lado, desculpa a palavra, mas CARALHO, lado a lado, e que vontade de te falar: "Não me deixa, não vai, fica, me pega pra você", mas era um "protesto", e que papel idiota estaria fazendo, e depois de alguns minutos olhei pra trás e pro lado e você não estava mais ali, que droga, mesmo sem querer eu ficava te caçando na multidão, e eram centenas de pessoas com a máscara do Guy Fawkes, mas mesmo com 6.000 pessoas com essa máscara ou 50.000, eu ainda saberia quem era você, com máscara ou sem, mas eu te perdi de vista, e foi assim até as 22:30, eu ficava te procurando em cada rua, em cada grupo, embaixo de cada máscara, procurava você a cada 10 segundos, era automático, sem querer, que seja, mas te perdi de vista, será que deveria ter te falado mesmo no meio daquele barulho todo: Porra, eu te amo. Será que deveria ter esbarrado em você num de propósito sem querer? Será que eu deveria ter te dito só um 'oi'?. Vindo embora pra casa as 23:00, isso ficava rodando e rodando na minha cabeça. Eu sempre achei você o cara certinho, o politicamente correto, mas na real? Sempre tive orgulho disso, sempre tive orgulho de quem estava ali, do meu lado, você me mudou, acha mesmo que a 5 meses atrás eu iria num protesto? Talvez não, nem eu sei essa resposta, mas de alguma forma ou de outra você me mudou, me fez pensar, refletir sobre mil e uma coisa. Engraçado é ver que nesses dois atos a gente se esbarrou, sem querer, talvez seja destino lembra? É, eu você, e a multidão.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Eu, você e as 6.000 pessoas.
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