sábado, 22 de junho de 2013

Minha Boa Pessoa.

22:03, comecei a ouvir "Boa Pessoa - A Banda Mais Bonita da Cidade", automáticamente lembrei de você, minha boa pessoa. "Quando nada, nada, te faria tirar o pijama, não fosse o vento que vai lá fora, é a voz do teu amor que chama agora..." É, e cadê você aqui pra me fazer tirar o pijama e me dar vontade de sair lá fora? Cadê você aqui pra me dar vontade de sair do quarto e esperar por você? Cadê você aqui me desejando "bom dia"? Cadê você aqui pra me cuidar, me escutar, querer me mandar calar a boca quando eu não consigo parar de reclamar? Cadê você aqui pra me ouvir cantar toda desafinada?. Talvez eu lembre de você ouvindo essa música porque você me fez rodopiar com você no show da mesma banda enquanto tocava essa música lembra? Talvez eu lembre de você porque mesmo sem querer todas essas músicas que talvez você nem faça ideia de qual seja o nome ou quem cante, é a nossa 'trilha', a trilha do casal jovem que mais parecia com um casal de velhinhos reclamões, que briga de 5 em 5 minutos, que vira as costas, que volta, que sai, que emburra, que faz bico, mas que abraça forte, que se preocupa, que fica bravo por não saber como consegue gostar tanto de alguém. Minha boa pessoa, meu bom moço, meu princípe que não vem em cavalo branco. Você dormiu bem?, e o seu resfriado? Passou?, e a tua barba? Tirou ou ainda está com ela? Afinal, lembra como eu pegava no teu pé por causa disso? Chega a ser engraçado lembrar da gente, e ver esses videos nossos, e uma gravação de voz que eu achei perdida, algumas conversas antigas, as fotos que ainda não tive coragem de excluir. As lembranças das nossas risadas, do seu "amor, não dorme não". E se eu te ver e te falar: "FICA. Fica, mas fica pra sempre. Fica sem medo. Fica de corpo e alma. Fica pra nunca mais sair de perto". E se de fato nossas vidas estão traçadas daqui até a eternidade? E se eu for a sua boa pessoa? E se mesmo você odiando que eu tente fazer cócegas em você, e se apesar disso você sinta falta? E se a resposta pra todas essas perguntas ainda se encontram em mim?. A voz do meu amor te chama, te grita, feito criança mimada, feito adulto perdido, feito gente que não sabe mais oque fazer, a voz do meu amor te espera, te deseja, a voz do meu amor está aqui, por você, por mim, por nós, para nós.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Eu, você e as 6.000 pessoas.

- Recomendo que antes de começar a ler você coloque "Chuva de Novembro - Projota".
Eu, você e a tal das 600 ou 6.000 pessoas. No fundo eu tinha a absoluta certeza que te veria por ali, mas não queria, ou talvez queria tanto que chegava a deixar de querer. Na segunda até um "oi" meio sem jeito, meio grosso, meio sem ser 'nós'. Já ontem (quinta-feira, 2ª Ato), eu sabia que você estaria lá, cheguei e vi a grande multidão, nunca iria te achar ali, mas de repente, alguma coisa sempre me faz com que eu procure você, seja em protesto, shopping, centro, qualquer lugar dessa cidade me dá a esperança de que eu te encontre e seja igual aqueles filmes americanos, pois bem, te vi, ali, bem longe, de máscara, acho que você não me viu, aliás se viu, não daria pra saber, continuei ajudando as pessoas a se pintarem, a terminarem os cartazes, e finalmente começa o "protesto", a gente tinha que sair dali do centro da praça, e fomos, e eu passei do seu lado, com uma vontade do tamanho do mundo de parar ali e seguir do teu lado - tem como protestar contra o meu amor por você? -. A gente passou e seguiu pelas avenidas, eu tinha a certeza que ia ser a última vez no dia que eu iria te ver, afinal eram 6.000 pessoas, fechamos alguns cruzamentos, e o protesto não foi lá aquelas coisas, fomos indo, estavamos bem longe, até que sei lá como em algum momento eu e você ficamos lado a lado, desculpa a palavra, mas CARALHO, lado a lado, e que vontade de te falar: "Não me deixa, não vai, fica, me pega pra você", mas era um "protesto", e que papel idiota estaria fazendo, e depois de alguns minutos olhei pra trás e pro lado e você não estava mais ali, que droga, mesmo sem querer eu ficava te caçando na multidão, e eram centenas de pessoas com a máscara do Guy Fawkes, mas mesmo com 6.000 pessoas com essa máscara ou 50.000, eu ainda saberia quem era você, com máscara ou sem, mas eu te perdi de vista, e foi assim até as 22:30, eu ficava te procurando em cada rua, em cada grupo, embaixo de cada máscara, procurava você a cada 10 segundos, era automático, sem querer, que seja, mas te perdi de vista, será que deveria ter te falado mesmo no meio daquele barulho todo: Porra, eu te amo. Será que deveria ter esbarrado em você num de propósito sem querer? Será que eu deveria ter te dito só um 'oi'?. Vindo embora pra casa as 23:00, isso ficava rodando e rodando na minha cabeça. Eu sempre achei você o cara certinho, o politicamente correto, mas na real? Sempre tive orgulho disso, sempre tive orgulho de quem estava ali, do meu lado, você me mudou, acha mesmo que a 5 meses atrás eu iria num protesto? Talvez não, nem eu sei essa resposta, mas de alguma forma ou de outra você me mudou, me fez pensar, refletir sobre mil e uma coisa. Engraçado é ver que nesses dois atos a gente se esbarrou, sem querer, talvez seja destino lembra? É, eu você, e a multidão.

sábado, 15 de junho de 2013

Ter fé e ver coragem no amor.

E Los Hermanos já citava: "Você me falou pr'eu não me preocupar, ter fé e ver coragem no amor". E foi assim, exatamente assim você me falou que cuidava de mim, e que zelaria pelo nosso amor; então mergulhei de cabeça. Percebi que sou amor, que o amor me atraí e me traí que eu mesmo querendo desacreditar n'ele, não consigo, acredito inteiramente e piamente no amor. Acredito principalmente no meu amor.
Exatamente assim. Pesada, sufocada. Ando com uma vontade de recever todos os afetos, todos os carinhos, todas as atenções. Quero colo, quero beijo, quero cafuné, abraço apertado, mensagem na madrugada, quero flores, quero doces, quero música, vento, cheiros... Quero parar de me doar e começar a receber
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Hoje é sábado, ainda de manhã, hoje seria um sábado normal, como o da semana passada, onde eu te mandaria uma mensagem de "Bom dia amor", e algumas horas depois abriria o portão pra você. Hoje seria mais um sábado em que eu pegaria o colchão e colocaria na sala pra gente assistir um daqueles meus filmes de terror ou que no final a gente acabava odiando e depois dormiamos abraçados. Amanhã seria domingo, um daqueles domingo em que você faria eu assistir futebol com você mesmo não entendo nada. Mas sabe, hoje, sábado, nesse friozinho, eu estou deitada na cama, sem coragem nenhuma de encarar o mundo da porta pra fora do quarto, estou com as tuas blusas, e assistindo o dvd que você me deu do 5 a seco, já chorei, já enxuguei as lágrimas, já peguei o celular e olhei nossas fotos e vídeos, já ouvi tua voz pra matar a saudade.
Sabe, acho que não sei fechar ciclos, colocar pontos finais. Comigo são sempre vírgulas, aspas, reticências... eu vou gostando, vou cuidando, vou desculpando, vou superando, vou compreendendo, vou relevando, eu vou... e continuo indo, assim, desse jeito, sem virar páginas, sem colocar pontos, e vou... dando muito de mim e aceitando o pouquinho que os outros tem pra me dar.
Será que adianta dizer que eu sou melhor? Que com isso eu mudei? Será que se eu te dizer olhando pra você o quanto eu te gosto, isso passa? Dessa vez sem medos, sem insegurança. Eu quero nossas risadas juntos, nossas brincadeiras, nossa graça, nossos carinhso, nossas briguinhas bobas que só serviram pra mostrar que eu não aguento ficar nem 5 minutos sem te olhar, sem querer que você termine toda a discussão vindo me abraçar.Você me conhece como a palma da sua mão, sabe todos os meus medos, minhas crises, meus ataques, conhece todas as minhas dores, minha tristezas, conhece todas as minhas risadas, me conhece feliz, mas me conhece triste, me conhece irritada, me conhece brava, e me conhece na tpm. Conhece e sabe como ninguém como o amor de 21 de novembro de 2009 é forte, aliás você estava lá, era você, mesmo que nós não sejamos mais os mesmo, vivemos muita coisa, juntos, separados, o amor de 2009 voltou, pelo menos pra mim, voltou. E sinceramente, eu não quero deixar ele ir embora de novo.
Você me bagunça e tumultua tudo em mim, ainda joga baixo, eu acho, nem sei, só sei que foi assim. Assimila, dissimula, afronta, apronta, diz: "carrega-me nos abraços", lápida minha pedra bruta, insulta-me os textos, os traços. Desapropria o rumo, o prumo, juro me padeço com você, me desassossega, rega a alma, roga a calma em minha travessia, outro "porquê". Parece que o coração carece e diz: "para!" Silência. Se embrulha e se embaralha, reconsiderar o ar, o andar, nossa absolvição, a escuta e a fala Nos amorizar o dia, a pia, o corredor, a calçado, o passeio e a sala. Se perder sem se podar e se importar comigo. Aprender você, sem te prender comigo
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*Obrigado Los Hermanos *Obrigado CFA *Obrigado O Teatro Mágico

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Without you

Hoje acordei com uma vontade de te mandar uma mensagem, te chamar no whatsapp, ou te lugar restrito só pra ouvir sua voz. Ainda tenho que responder as perguntas que me fazem sobre você, sobre nós, de como foi, se eu estou bem, se você está bem. Você, e só você, outra vez deixou de ser nós. Eu estou tentando não pensar muito, não correr atrás. Mas você me conhece, eu faço tudo errado. Ainda acredito que num dia desses você vai me mandar uma mensagem qualquer me fala o quanto está com saudade. Mas enquanto isso não acontece, te cuida amor, te cuida bem.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Sei lá, é que meu amor é teu.

Hoje parei pra ouvir uma daquelas músicas que fazem todo o sentido quando estamos na foça. E de repente começa a tocar "Sei lá" do Emicida, por algum motivo essa música sempre me lembrou você, vai ver é porque fala alguma coisa sobre o amor ir embora... - " Eu nasci pra sentir saudade, ficar me perguntando: Por que que não dá?". E eu me pergunto a cada 10 minutos, porque é que você não quis que desse? - "Me desligar, mas me pego pensando em quem?". No papel de parede ainda tá a nossa foto, eu te beijando e você sorrindo. No meu olhar já entrega a situação, as olheiras, a pele pálida, o olhar triste. (Agora começou a tocar Mallu), você sabe o quanto eu gosto de Mallu, mesmo que você ache meu gosto musical é estranho. - "De onde eu vim, não tem mar, onde eu vim parar, me atraquei nesse mar, por amor demais". Mas logo depois voltou a tocar Emicida; Se algum dia você ler isso, ouve essa música, talvez enquanto ela toca você se lembre com carinho de mim. - "E ai você me liga e é como se mais nada existisse... Eu só queria te fazer sorrir, ou então aprender a desistir"... Ontem foi dia dos namorados, e eu nem me atrevi a sair da cama, hoje tive que ouvir todo mundo falando das surpresas que os namorados fizeram, ou dos presentes e alianças que ganharam, esbanjando alegria pra todos os cantos. E pensar que era pra eu eatar em uma dessas rodinhas contando como eu sou feliz por ter você do meu lado. - Agora começou a tocar Marcelo Camelo - Meu amor é teu, irônico, pois essa era a música que você dizia que lembrava de mim. "Eu juro, eu juro, meu amor é teu, meu bem, saudade é pra quem tem". Nunca sei finalizar nada, nem esse texto, tudo oque acaba é doloroso de alguma forma. Prefiro deixar em reticências, sem ponto final, assim como nossa história é...

Primeiro e último romance.

Ei meu amor, se é que eu posso te chamar assim... Hoje é dia dos namorados, e eu nem sai da cama ainda e já são 20:27, no computador tá o cd do 5 a seco tocando, a tv ligada. Tudo fazendo barulho no quarto, pra ver se diminui um pouco os meus gritos internos, os meus choros de menina-moça-mulher, e nesse exato momento alguém na tv falou: "o vazio do amor dói demais", e dói mesmo. Você é meu princípe que não precisou de um cavalo branco, ser amante da bossa e nem gostar de mpb pra me conquistar, só teve que ser você, assim, gostando de rap, e ter esse teu jeito, tuas manias. A saudade não passa, a falta faz barulho, a saudade não só fisíca, a saudade dos carinhos, do som das nossas risadas juntas, de dormir ao teu lado e ao me mexer você dar um beijo na minha testa, saudade da sms de "boa noite". Hoje te mandei uma mensagem, assim como ontem, hoje estou escrevendo pra você, e não sinto vergonha disso. Vergonha é não amar, não sentir, não gritar aos quatro cantos que eu o amo. Vergonha é ter vergonha. Talvez você nem leia isso, mas se ler, saiba que é pra você que escrevo, hoje, ontem, a 2 anos atrás e sempre, meu primeiro e último romance.

Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver. — Clarice Lispector