quinta-feira, 13 de junho de 2013

Primeiro e último romance.

Ei meu amor, se é que eu posso te chamar assim... Hoje é dia dos namorados, e eu nem sai da cama ainda e já são 20:27, no computador tá o cd do 5 a seco tocando, a tv ligada. Tudo fazendo barulho no quarto, pra ver se diminui um pouco os meus gritos internos, os meus choros de menina-moça-mulher, e nesse exato momento alguém na tv falou: "o vazio do amor dói demais", e dói mesmo. Você é meu princípe que não precisou de um cavalo branco, ser amante da bossa e nem gostar de mpb pra me conquistar, só teve que ser você, assim, gostando de rap, e ter esse teu jeito, tuas manias. A saudade não passa, a falta faz barulho, a saudade não só fisíca, a saudade dos carinhos, do som das nossas risadas juntas, de dormir ao teu lado e ao me mexer você dar um beijo na minha testa, saudade da sms de "boa noite". Hoje te mandei uma mensagem, assim como ontem, hoje estou escrevendo pra você, e não sinto vergonha disso. Vergonha é não amar, não sentir, não gritar aos quatro cantos que eu o amo. Vergonha é ter vergonha. Talvez você nem leia isso, mas se ler, saiba que é pra você que escrevo, hoje, ontem, a 2 anos atrás e sempre, meu primeiro e último romance.

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Todas as manhãs ela deixa os sonhos na cama, acorda e põe sua roupa de viver. — Clarice Lispector